02.04.2025

Entrevista a Cristina Costa

Como é que esta paixão pela Física se iniciou? Ainda se recorda da primeira vez que ouviu falar da Física?


Sim, quando comecei pela modalidade de ginástica aos 6 anos com o professor Sequeira da Silva, como campista da Física desde muito pequena e até à idade adulta, e comecei como atleta do basquetebol aos 11 anos até aos 26/27 anos, com interrupção enquanto estive grávida e posteriormente a minha filha com 2/3 anos era a “nossa mascote” e acompanhava-nos para os jogos.

 

Já como atleta, como foi a sua experiência no basquetebol da Física?

 

A experiência foi das melhores da minha vida, eramos como uma família, uma segunda casa, era amor à camisola, algumas das vezes eramos nós que pagávamos para comer após termos jogado, conduzíamos as carrinhas da Física para os jogos, eu e a Eduarda, e passámos momentos únicos que recordo sempre com muita saudade.

 

Como profissional, a Cristina teve funções no departamento de sócios da Associação. Quais os maiores desafios que encontrou?

 

Passei por alguns departamentos, desde 1983 na secretaria da Física onde era tudo concentrado ali, depois passei para a antiga receção das piscinas onde fazia de tudo um pouco, estive alguns anos no departamento da Fisioterapia onde fiz muitas amigas, o tratamento direto com os doentes era muito gratificante e bem diferente do atendimento de onde tinha vindo anteriormente e em 2016 passei definitivamente para o departamento de sócios (administrativo e financeiro). Os maiores desafios foram, devido à deslocação para os vários setores, começar praticamente do zero, na Fisioterapia foi mesmo do zero, e também lidarmos em algumas situações com o público em geral e muitas vezes tão diferenciado.

 

Iniciou uma nova fase da sua vida, do que é que sentirá mais falta da sua vida profissional?

 

Das minhas colegas/amigas que comigo “cresceram” nessa casa e que desde muito cedo (enquanto colaboradoras) passámos momentos que nunca vamos esquecer e todos(as) aqueles(as) que fui conhecendo ao longo dos anos e que sempre tratei por igual, pois todos somos seres humanos, apenas com funções diferentes.

 

Para além de profissional, a Cristina também é mãe e avó. O legado da Física continuará na sua família?

 

Cada momento que fui jogadora de Basquetebol e com muito orgulho representei a Física, quando fomos campeãs nacionais da 2ª. divisão, quando recebi a medalha de mérito desportivo da Câmara Municipal de Torres Vedras, ter, em alguns anos, colaborado com a Eduarda e a Nucha no Gimnoeste, quando em 2023 recebi o prémio carreira e todos os momentos de aprendizagem (os bons e menos bons) com quem me cruzei nessa instituição.